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.: Alberto Seguros :.

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"A vida profissional é um meio, não um fiim" PDF Imprimir

Max Gehringer

"Quem faz planos
de se tornar
presidente de
uma empresa
dificilmente
consegue curtir
uma promoção
para supervisor,
porque isso
parece apenas um
pequeno passo,
comparativamente
ao grande objetivo"


Max Gehringer,
Comentarista corporativo
e escritor

Em 1999, o então presidente da Pullman, Max Gehringer, percebeu que sua vida daria um livro. Oito anos depois, ela já rendeu bem mais que isso. 0 gestor bem-sucedido, que traz no currículo empresas como Pepsi e Elma Chips, deu lugar ao comentarista corporativo e escritor, que acumula na nova carreira nada menos que oito livros publicados, colunas e programas em três mídias diferentes: na revista Época, na rádio CBN e no Fantástico, da TV Globo. Essas atividades alimentam, por sinal, uma rotina tão intensa como nos seus melhores tempos de executivo. Como se vê, a ousadia rendeu um ótimo custo-beneficio. "0 tempo vem provando que essa foi uma das decisões mais sensatas que eu tomei na vida", revela, Gehringer ao Linha Direta Corretor.

"O que eu fazia era me preparar para o próximo passo. Quando uma oportunidade surgia, eu estava pronto para ela", afirma, antes de soltar uma metáfora recheada de percentuais. "A vida profissional se compõe de 70% de rotina, 20% de pequenas frustrações e 10% de grandes alegrias." Para ele, que diz ter comemorado cada alegria como se fosse a última, "quem faz planos de se tornar presidente de uma empresa dificilmente consegue curtir uma promoção para supervisor, porque isso parece apenas um pequeno passo, comparativamente ao grande objetivo. Por isso, é necessário pensar no que você precisa no futuro e qual o tamanho do hiato entre o que você tem hoje e o que terá futuramente".

Quais são as características de um executivo bem-sucedido? Gehringer, que também dá palestras, didaticamente enumera:
1a) ter em mente que um funcionário é pago para gerar resultados de curtíssimo prazo;
2a) ganhar a confiança dos superiores;
3a) ter um bom marketing pessoal, ou seja, saber divulgar o próprio trabalho sem parecer puxa-saco ou arrogante;
4a) demonstrar capacidade de liderança antes mesmo de ter um cargo, influenciando as opiniões dos colegas;
5a) manter-se sempre atualizado, estudando, lendo, pesquisando, perguntando, fazendo cursos;
6a) ter uma boa rede de contatos com profissionais de outras áreas. Nunca se sabe quem vai precisar de quem, e muita gente só descobre que não tem a quem pedir ajuda na pior hora, a do desemprego.

Gehringer também destaca que muitas pessoas não estão sabendo lidar com a transição do emprego formal para a prestação autônoma de serviços e a terceirização. "Até a década de 80, a carreira era delegada à empresa", lembra. "É por isso que, atualmente, muitos profissionais com mais de 40 anos se sentem meio perdidos. Eles foram educados para permanecer em um emprego para toda a vida, e isso está rapidamente deixando de existir", conclui.
0 segredo para metabolizar essa mudança, segundo Gehringer, está "na compreensão de que a vida profissional é um meio e não um fim. Quem hoje está na faixa dos 20 ou 30 anos vai viver, com energia e disposição, por mais 50 ou 60 anos. Por isso, é preciso começar a pensar estrategicamente em
como aproveitar melhor esse tempo.
E o momento certo para considerar as opções profissionais não é na véspera da aposentadoria. É ali pelos 35 ou 40 anos".

 
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